Caos
Guerra, desinteresse e preconceito
Guerras para promover a paz, guerras em nome de Deus, guerras para exterminar o “mau” e deixar o “bem” reinar. Lutar pela paz. Contraditório, não? Se o que queremos é a paz, não seria melhor deixar de lutar e começar por aí? Sem mortes, sem lutas, sem desgraças. Logicamente que em uma guerra não há paz. Então como se conseguiria a paz através de guerras? Isso, na realidade, gera uma “bola de neve”: Todos nós queremos paz. Então iremos lutar por ela. Mas lutar contra quem, se todos querem a paz? Por que insistem em lutar uns contra os outros, sendo que na paz não há mortes, desgostos, choro nem tristeza? Então a paz completa é um ideal, no qual o homem nunca chegará. Mas pode chegar perto, se quiser.
Dois dos motivos mais marcantes para a falta de pacifismo no mundo é a desigualdade e o preconceito. Uma forma de exemplificar esse fato é falando sobre os países subdesenvolvidos. Não há meios de conseguir uma vida melhor nesses lugares sem a atenção mundial necessária, sem mostrar ao mundo a situação e a vida que têm os moradores desses países e para isso precisamos de ação, de denúncias.
Muito poucas pessoas se interessam por tal problema, por causa da falta de divulgação insistente e marcante da mídia. Preferem dar mais atenção e ênfase ao ganhador do Oscar do que às crianças que passam fome na África; fazem mais matérias sobre os campeonatos de futebol do que sobre as guerras que acontecem constantemente na Palestina; preferem acessar sites de pornografia a fazer parte de um abaixo assinado pela liberdade e PAZ no Tibet.
Não há meio de eliminar a desigualdade sem agirmos. As coisas não acontecem do nada. É como na gramática: Acontecimento é um substantivo abstrato. Sem o fazermos, não existe. Não adianta nada o mundo ficar intensamente preocupado com um incêndio em um dos prédios da Times Square, se no Iraque os prédios já estão no chão, derrubados por bombas. Ou preocupar-se também com a cotação do dólar, enquanto em Serra Leoa as pessoas não têm sequer um centavo para gastar com supérfluos.
Em verdade, é fato que a paz é um ideal e que o homem nunca a atingirá. Mas pode melhorar, apesar de parecer não estar interessado nisso. Sim, as pessoas querem a paz. Querem, mas não fazem nada, esperam que alguém o faça. Assim, o mundo continuará na mesma: lutas pela paz, desigualdade social, preconceitos, lutas pelo poder e o pior: o mundo tende a se acomodar cada vez mais com essa situação.
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Essa foi a minha primeira dissertação do ano. Tirei 8.5, justo.
A Vanessa que me inspirou a colocar esse texto aqui... Uma das formas que eu tenho para expressar o caos que eu vejo no mundo.
Bruna Guermandi, 21.04.2008

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